Escrever








Sthefany começou a escrever assim que aprendeu á ler: aos cinco anos (jura?). Pois é. Alguns rabiscos e logo se apaixonou pelas letras. Cresceu amando gramática e literatura (sempre teve uma rejeição enorme ás exatas) mas nunca foi assídua ao extremo com leitura, não se engane. Não é do tipo que lê um livro por dia e também não tem obsessões textuais mas Sthefany ama as letras. Além de tudo, Sthefany tem a mania estranha de falar de si mesma na terceira pessoa (paramos por aqui!). . Escrever. Dessa vez eu juro que vou parar com a ideia de falar em terceira pessoa. Bom, vamos lá. Porque eu quis escrever? Por que sim. Por que é legal e bibibi.  Ok, agora seríssimo. Antes de tudo, não. Eu não sou escritora, jornalista, poetisa, redatora, Clarice Lispector, atriz e nem planto bananeira. Por enquanto, eu sou apenas isso aí que você  vendo (ok, Sthefany, chega de falar sobre você). Cresci ouvindo á empasse-pergunta: E você, não vai escrever? Escrever envolve várias coisas e uma dessas coisas é a dúvida: pra quê eu vou escrever e, por quê? Essas perguntas são essenciais, pelo menos para mim. Afinal, você precisa saber onde está indo antes de começar o caminho. Mais essenciais que as perguntas são as respostas e meu amigo, se essas não tiverem fundamento, nem comece. É que Caio Fernando Abreu já tinha dito (não que ele tenha me falado, calma aí) mas ele falou: escrever é exorcizar-se. É como arrancar sangue na unha. Você tem que espremer até sair o melhor. E tem que sair o melhor. Em outras palavras, você tem que ter um motivo para escrever para que dessa forma, valha á pena essa coisa toda. Já tive blogs antes. E até que eles faziam sucesso mas, nas duas vezes em que entrei nessa empreitada, eu acabei no mesmo final: o que eu to fazendo? Por um momento, as palavras perdiam o motivo. Ou era o contrário. Ou nada disso. O fato é que, eu não entendia o porquê elas perdiam o motivo. É que, na verdade, não existia um motivo real para escrever. Eu só escrevia. Ainda que lindos, os textos, modéstia á parte... Mas eu só escrevia. E as pessoas gostavam. E liam. E comentavam. E eu... Apenas escrevia. Eu não queria me limitar áquilo. Eu precisava de algo a mais e não podia ser hipócrita com os leitores. Como continuar algo de que não se tem certeza? Por isso, eu resolvi mais uma vez largar tudo (covaaaaarde, gritava por dentro) e fui procurar essa certeza. E encontrei. E finalmente, agora tenho certeza do que estou fazendo.