Depois de um tempo o tempo passou e eu te vi. Novamente aqueles olhos grandes e negros que tanto fizeram os meus ainda maiores e azuis chorarem durante alguns meses à fio.O tempo passou e porque passou eu pude escrever sobre você de novo, sem precisar chorar. O tempo passou e eu vi que o tempo realmente não cura nada. O que cura é vergonha na cara. O que cura é a decisão. É a certeza de que sofre quem quer. Sim! O coração só manda se a cabeça for fraca. Quando eu percebi isso eu já estava com o coração bem destruído mas a cabeça ainda tava ali. Então eu usei ela de novo e superei você. Eu superei. Superei algo que nunca existiu. Que foi importante só pra mim, porque meu coração mandava e o corpo obedecia. Depois eu lembrei que tinha cabeça e ela me ajudou a superar. Eu superei. O tempo passou.
Estefanne Lacerda
por Sthefany Lacerda
sábado, 18 de abril de 2015
domingo, 16 de dezembro de 2012
Para sempre, por aí.
Gostava de ficar ouvindo o barulho do silêncio. Parava para escutar. Sempre sentia aquela imensidão silenciosa dentro de si. Uma ideia vasta de pensar em nada ao mesmo tempo em tudo, também. O vento frio balançava as folhas das árvores, trazendo ao silêncio um barulho ainda mais brilhante. A paz que emanava dos seus passos. Esses, que ela dava sem pressa. Um á frente do outro. Vagando em seus pensamentos. Era uma competição consigo mesma. Diante de tantos acontecimentos, ela respirava fundo e absorvia tudo ao seu redor. Gostava de manter-se fixa àquilo que lhe fazia bem. E o fazia. Eram desalinhos entre tantas histórias. As linhas tortas mas cheias de sorrisos. Ela seguia sua vida como havia se prometido. Ela já não chorava mais, se não fosse por um bom motivo. Ela já havia desatado os nós e quebrado as correntes. Mas ela na verdade, não havia o esquecido. Seu caminho ainda tinha o olhar dele e isso talvez jamais pudesse ser apagado. Por si, enveredados em sua estrada. Ela gostava de pensar nos olhos sempre. E no sorriso. E em tudo o que lhe fazia bem. Ela, às vezes, tinha sonhos. Surreais como seu querer. Ela andava nos céus e aconchegava-se nas nuvens. Ela olhava em seus olhos e ele sorria de volta. Ela viu tantos outros depois dele. Mas ninguém havia lhe tocado. Ninguém como ele. E no fundo, em algum lugar abaixo de todo seu orgulho, nos recônditos dos seus segredos mais bem guardados, ela o mantinha. E se sobressaía dia-pós-dia com a lembrança da sua doçura e a esperança de que o encontro dos seus olhos, deixaria o âmbito dos sonhos outra vez. Uma vez, ela o encontrou, somente. O que faltava agora, era o reencanto. O recomeço. O reencontro.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Sereno querer
Desejo que a doçura do amanhecer me encante a cada novo abrir de olhos. Que o sol reflita a energia de um sorriso inocente em mim. Que eu possa olhar todos os dias para frente e jamais, com os olhos altivos. Desejo que meus dias sejam doces e os teus também. Que os abraços sejam mais longos e as visitas mais demoradas. Que eu possa sorver cada sabor do dia em seus tantos segredos e aspectos. Que eu saiba usar as pedras do caminho. Move-las não será necessário. Repito, que seja doce e leve! Tudo o que vier. E tudo quanto me desejares, te desejarei o melhor. Pois é o melhor que me ensinaram. E é o melhor que eu repasso. Se me quiseres mal, que te venhas o bem. E que quando mal me olhares, te devolvo um sorriso. É o que eu desejo.
Deleito
A brisa vem aos recantos de minh'alma Aquela brisa do céu denso e quente do ontem já deixado. Deixado em matéria, porém não, em lembranças. Volta e meia eu volto lá. Volto ao balanço calmo da rede, volto ao vento quase intermitente da noite que alivia o calor quase agoniante que nos acompanhou durante o dia, volto ao meio-dia em que todos estavam calmos, como de costume depois do almoço, deitados com pés descalços. Caminho novamente pelas veredas das minhas lembranças... O mato alto atrás das casas, as árvores que gemiam por chuva mas ainda assim, não perdiam o seu encanto verde. As conversas das oito horas, os doces da tia-avó, todos reunidos na praça central, as cadeiras de balanço e seu acalento, o olhar confortante de quem tanto me prezava, a hospitalidade de quem me esperava. O céu estrelado inesquecível e o silêncio no balanço da brisa. As festas de fim de ano em que todos borbulhavam ansiosos por novos olhos e abraços. Voltar é sempre bom. Reviver toda aquela paz outra vez. O céu inapagável aqui dentro. Sentir a brisa ao cair da noite que me fez. E o pôr-do-sol com a volta para casa. Correndo sem medo, sem tempo, sem compromisso. Só sonhar, só rir, só sorrir. E nem quilômetros separam minh'alma da brisa doce e das lembranças do meu chão.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
O moço dos olhos
Eu tenho um grande defeito. Aliás, tenho vários mas esse é o ápice dos meus erros. Nunca sei como começar coisas. E isso vale para textos também. Nunca sei como começá-los. Era uma vez é tão chatinho e eu sempre optei pelo foco pra início. Essa é uma boa maneira de se começar um texto: falando que não sei como se começar um texto. Ou, começando com o foco: os olhos do moço. Como eu poderia descreve-los? Eu prefiro não o fazer pelo simples fato de que será meloso demais e coisas melosas nos meus textos eu jamais permiti - mentira. Enfim. Não irei descreve-los. Todavia, apenas citá-los. Citei. Pronto. Preciso falar um pouco sobre tais. A doçura com que me prenderam. Mas eu escolhi ficar presa. Olhar nos olhos do moço foi um banho na alma. Eu já disse diversas vezes que parei no tempo para sempre. E não sei até onde esse negócio tá certo. Mais uma vez eu arrasto tudo para o fim. Quando, na verdade, eu nem nos permiti um começo. Mas o medo vem intervindo sempre e eu o deixo intervir por que tenho a sensação de que, talvez, de certa forma, ele possa resolver minhas algemas. Mais um dia. Atrevo-me a olhar em outros olhos. Nada é igual. Talvez seja um feitiço. Covardia. Covardia mesmo da sua parte, ter usado magia á fim de me reter. Mas não... Eu sei que não. Obvio que não! E então eu me pergunto como posso ser tão... Estúpida?! O fato é que outros olhos não substituem os teus. Embora quisera eu. E então eles se atrevem também. Audaciosos olhos. Que me penetram á visão. Mas não conseguem entrar de fato em mim. Tampouco substituir-te. Mas esse turbilhão já não me assusta mais. E eu precisaria no entanto, no mínimo de algumas explicações. A primeira e primordial, seria sobre o porquê dos seus olhos, os seus enfim. E porque não consegui nunca mais sentir o mesmo olhando em outros. Esse negócio de visão é uma loucura. A gente acha que vê com pele, mas é com alma.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Doce ontem
Eis que me viro frente á vida. O vento soprando e balançando meus cabelos. Um piscar de olhos é muito tempo. As lembranças, todas alegres. Algumas densas, pesadas. E você vê que as coisas passam. Aquelas coisas ruins, passam. E as coisas boas, passam também. E aí, percebe-se que tudo passa. Que agora estou escrevendo e pronto, passou. Que o tempo passa. A vida passa. Mas as lembranças... Ah, essas ficam. Quaisquer que sejam. E carregamo-nas para outras dimensões e vidas, embora não nos lembremos dela. Pessoas se foram, outras chegaram, lágrimas bateram á porta da minha vida e sorrisos invadiram-me nestes dias. Conversas e conselhos. Milhares. Cada dia, um aprendizado maior. Uma nova descoberta incrível. E daí você percebe que o ano, esse também passa, é claro. Lá se vão mais 365 dias. Lá se vai mais uma página do livro-vida. E por fim, lavei minha vida com banhos de alegria, quiçá, minha alma.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Desencantando
Mas aí percebemos que de repente, as coisas perdem o encanto. Não o encanto por completo. Uma parte do encanto. É aquela velha coisa de realidade que bate à nossa porta. Quando você decide tomar uma dose dela, parece que as coisas ficam muito mais claras. Não que isso seja algo bom. E também não ruim, necessariamente. Mas todo aquele nevoeiro ilusório se dissipa e aí, você consegue ver as coisas como elas realmente são. E quem sabe, é neste momento em que o encanto se desfaz. Contudo, continuo sem saber até onde isso é bom ou ruim. A verdade é dolorosa. Mas é sempre a verdade. E me questiono se estou errada por não gostar disso. É que eu sempre fui do tipo que curte uma nuvenzinha. Ficar imaginando e criando fantasias. Coisas que no fundo, eu sabia que nunca iria ser real. E a contradição: a nuvem é mágica, porém, toda magia é cercada de ilusão que por sua vez, é feita de mentiras. E ta aí, o grande perigo.
Erro
" Quando vi, passei muito tempo sonhando com aquele cara que me apaixonei em princípio, e não enxerguei que estava convivendo com um protótipo, um fantasma, um resquício dele. Eu tinha uma ideia de amor não baseada na nossa realidade, e talvez tenha sido esse meu pecado. O seu foi apenas não me acompanhar, ter descido os pés no chão pouco após zarpar da viagem, não sei se me entende.
Gabito Nunes
Deixa, deixa, deixa...
Desapego, desapego, desapego! Eita palavrinha que virou moda. Moda não. Mainstream. Mas não é que a massa tá certa? Desapegar-se. Deixar voar. Esquecer. Ir. Limpar. Deixar ir. Seguir. Soltar. Desprender-se. Soa tão bem né? E talvez seja isso que deve realmente ser. Deixar! Praticar o desapego, oras! Afinal, se não tá sendo, é porque não é pra ser. E se tiver que ser um dia, vai ser também. Ou não. O importante é o dinamismo. É continuar. É seguir. É perceber que existe uma vida ainda. Que quem se prende por muito tempo, vira escravo de si. Que não dá pra esperar pra sempre. Que as coisas mudam. Os gostos. As vontades. Que se encontram muitos outros olhares e sorrisos por aí. Desapegue-se e deixe. E não é pleonasmo. É desapego!
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Esquinas e linhas
E de repente me perco entre meus verbos soltos. A realidade é tão chata diante dos sonhos. Eu sei que viver é melhor que sonhar. Mas uma vez que nos meus sonhos eu tenho tudo que me convém, é claro que entramos em contradição. E me perco entre minhas tentativas de esquecer. Esquecer o nada que você deixou pairando no ar. Essa história de linhas tortas que ninguém sabe onde começou. Nem se começou. Nem se vai começar. Essa loucura toda que eu vivo agora. De acordar e lembrar. De deitar e ir embora. E não sei até onde vou chegar com tudo isso. Vivendo um sorriso superficial como esse. Convicta de que escolhi derramar tais lágrimas. O medo interrompendo sempre o que poderia ter sido. Virando as esquinas com o peso nos passos. Todo esse dramalhão na minha mente. Será que um dia eu vou rir disso tudo? Ou o que continua é essa perdição tortuosa? E virá outro sol, outro céu, outro lugar. E tenho a sensação de que isso seja uma maldição. E você vai me perseguir e eu vou negar. E vou encher a boca de orgulho pra dizer: estou em paz. Com todas as mentiras convencíveis possíveis. Desde que os olhares foram amarrados. Eu não me queixo. Eu não deixo. Eu só preciso descobrir que caminho é esse que os seus olhos estão me levando. Ou que estou me levando aos seus olhos. ''Estou em paz''.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Há tempos
Na verdade eu não venho gostando do rumo que as coisas têm tomado. O amor têm se dissipado como se nunca tivesse valido a pena. Os laços têm sido quebrados como se nunca tivessem existido. Os sorrisos têm sido substituídos por um olhar cabisbaixo e triste. Eu vejo tudo que um dia foi verdade se tornar mentira, bem na minha frente. Eu vejo o ódio invadindo casas sem pedir licença. Eu apenas percebo coisas boas tornando-se esquecidas. Se eu pudesse, quem sabe, voltar no tempo. Concertar todas essas bobagens. Evitar o que saberíamos de ante-mão, que hoje estragaria tudo de bonito ao redor. As pessoas se afastando e tornando o que um dia foi uma corrente forte em elos perdidos, cada qual em seu rumo também perdido. Mas não. Eu não posso voltar no tempo e nem muito menos mudar o que foi feito. Não posso concertar o que foi quebrado. Posso apenas desejar... Que tudo volte ao normal. Que as pessoas voltem a amar. Que a sinceridade volte à tona e a honestidade se torne mais importante que o poder e o status. Desejar e esperar. Não é uma tarefa assim tão fácil...
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Quilômetros
" Me arrisco a dizer que relacionamentos à distância são mais fortes que todos. A saudade aperta, as horas não passam, o telefone parece insuficiente e o coração quase desiste. Mas quando se reencontram é como se nada importasse mais do que aquele momento. É como se todos abraços e beijos do mundo não fossem suficientes. É como se a saudade inundasse no peito e transbordasse em alegria. Ficar juntos é a recompensa por aguentar tanto tempo separados.
Caio Fernando Abreu
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