segunda-feira, 16 de julho de 2012

Eu prometo...

E ela continuaria pacientemente esperando-o. Não importa por onde ele foi e para onde foi. Ela confiou piamente ao ouvir suas palavras (que ela promete que sentiu, serem sinceras) dizendo-a que o esperasse. Ela temeu e tremeu algumas vezes. Mas ela continuava seguindo seu caminho e observando as mais diversas proezas que a vida poderia lhe proporcionar. Mas nada seria igual, se ele não voltasse. Tomaram outros caminhos. Não se sabe ao certo se foi a vida, o destino, Deus, o karma que o fez. Mas seguiram. E mesmo depois de tudo, vidas se passaram talvez e ela... Ela continuava ali. Pacientemente esperando. Pois no fundo, em algum lugar do seu subconsciente ela sabia que promessas feitas, eram promessas cumpridas. E ''a moça, que não era Capitu, mas tinha olhos de ressaca'', como um escritor de boa índole já citara, continuava. E ''não por ser forte, mas por ser fraca demais para ter ódio em sua alma, em sua essência.'' E continuava, esperando. Ainda que para sempre. A promessa, ainda não foi concretizada. E ela sabia que em algum lugar, em alguma época, aquela promessa proveniente de tantas vidas para realizar apenas uma história, seria real.