E permanecemos, constantemente tentando mudar e encontrar novos rumos, simultaneamente buscando, por fim, pelo mesmo lugar. As coisas aconteceram de uma maneira inesperada e assustadora. Mais assustadora que inesperada. E eu não sei porque insisto em me perguntar o porquê. E aí, quando vejo que mais uma vez as coisas estão rumando para outros caminhos depois de tantos ''sinais'', eu não entendo. Talvez meu grande erro esteja em acreditar em sinais. E percebo, contudo, o quão pequena eu sou diante da vastidão do Universo. Mais vasto que todo esse mundo é estar dentro de mim e dele ao mesmo tempo - do mundo, claro. É vasto e são diversas as incógnitas que me possuem e me devoram. Eu não entendo. E repito, não entendo. Eu não pedi para que nossos caminhos se cruzassem aquele dia e hoje rezo para que se cruzem outra vez. Por um instante acredito piamente em nós e vem outro instante e muda tudo. Mas daí, a vida vem e remove toda e qualquer esperança (e quem sabe isso seja realmente uma ingratidão da minha parte). E mais uma vez, todas as circunstâncias fazem com que sempre e todas as vezes, eu corte quaisquer sentimentos e possibilidades possíveis, antes mesmo de serem concretas. Talvez, por serem só possibilidades. Talvez, por que esteja cansada de estatísticas e das leis probabilísticas. Talvez por que dessa vez vai demorar. Talvez, pelo fato de ter que acreditar que talvez, eu não o veja... nunca mais.
