Não existem palavras. Na verdade, elas coexistem junto ao nosso silêncio. Também, não são necessárias. Bem sabemos. Basta o olhar, o sorriso doce. Conversamos dessa maneira. Não são necessárias, as palavras. E eu encontro agora em você, oque não somos capazes de proferir, ali nas entrelinhas. Tudo que gostaria de dizer e tudo que queria ouvir. Somos tão e somente, eu e você. Coexistentes do nosso próprio segredo. Segredo não-dito. Somente vivido. E deixa assim. Eu gosto. Não precisa mexer, mudar. É tão bom o subentendido. O eu e você coexistindo. O nosso nós ali, quietinho. Quem precisa saber?
