sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Politicamente-sei-lá-o-quê.

Então a gente se pega assim, meio inconsequente. Meio nem aí pra nada. Meio com vontade de sentir um sol queimando na pele. Qualquer sol que não seja o da metrópole contínua. A gente sente uma vontade quase que tardia de querer viver de verdade. Uma vontade de deixar pra lá o escritório, os cadernos, os celulares e aquela chatice de discurso persuasivo-capitalista-ortográfico-e-politacamente-correto  e BABACA diário da sociedade movida à mentira de cada dia. Vontade de andar de bicicleta, tomar banho de chuva, comer besteiras até vomitar, pular amarelinha, dar uns beijinhos em um cara gato na praia, sair viajando mundo à fora, ficar torrando no sol só pra dizer que é verão, rir à toa, olhar pro nada, viver enfim. Daí a gente pensa quem é impossível. Daí a gente pensa de novo e vê que não. Que a gente pode viver de vez em quando. É só querer.