Qualquer coisa é retrô demais ao ponto de me fazer sonhar. Tenho essa mania de desejar ao extremo, até não querer mais. De desejar o que já tá tão vintage. Mas as coisas vão acontecendo e eu minto quando digo que não espero nada delas. Osho já havia aconselhado, mas desde quando sou boa em seguir conselhos? Eu espero sim, pelas coisas. Eu torço, sonho, desejo, choro, faço de tudo pra acontecerem (ou voltarem a acontecer). E por mais ultrapassado que seja, eu não me privatizo a sonhar. Eu amo! E o faço com tamanha destreza que nem pareço dessa época. Por que se foi o tempo em que sonhar era bom. Ficou preso em algum lugar do pretérito inconsciente. Mas eu não me privatizo, não. Eu gosto e sonho. E digo de novo: desejo, quero, faço reza, dança da chuva, simpatia! Mas eu não consigo não querer as coisas. Vem de mim. Vem de dentro. Eu quero. Eu desejo. Eu vou atrás. Eu sonho. Eu não escondo. Mas eu desejo! Eu não consigo só esperar. Não tá no meu sangue, sei lá.
