sábado, 10 de novembro de 2012

Respostas, por favor.

Todas as outras coisas se vão, mas aquela lembrança, jamais. E as minhas pálpebras vão cair, delicadamente. Só não perderei meu sorriso fronte a tudo isso. Eu nunca perco. Eu sempre sigo com ele, não é mágico? É por que com todas as coisas, e sem todas as coisas, eu consigo sorrir sempre. É meu remédio interior. E cura viu? Cura uma infinidade de males, quer seja quais forem. E eu vou estar sorrindo, daqui a pouco, depois de daqui a pouco, amanhã e daqui a vinte anos. Quando você me ver de novo, verá ele aqui, intacto. Meu sorriso. Que em hipótese alguma se vai. As respostas virão. Não sei quando nem como. Mas sei que elas vêm. De alguma maneira, em algum dia agridoce de outono. Eu só queria que elas chegassem, na verdade. São tantos pontos de interrogações. E eles são tão extensos que chegam a parecer reticências. Aquela velha vontade de não ir pra lugar algum para não fazer nada. Aquela velha vontade de ter as respostas bem aqui, na palma da mão. Aquela velha vontade de fazer tudo que dá vontade. Aquela velha vontade de ter certeza de algo, tão incerto.