Vou começar a escrever este texto da maneira mais direta possível. Por que chega de rodopios, não é? Mas antes, vou estabelecer algumas diretrizes. Primeiro: esse texto é pra você. Segundo: você sabe. Terceiro: e por mais patético e improvável que seja, você sabe sim. Eu odeio você. Odeio tudo em você. Odeio mais ainda gostar de tudo em você. Odeio o fato de você ter aparecido no meu caminho. Odeio estar escrevendo isso. Odeio ter que me arrepender por isso depois. E odeio estar mentindo agora. Por que eu sempre fui a forte, a racional e aquela que ''odeia mimimis.'' E aqui estou. Cheia de mimimis. E esse texto acaba aqui. Era só por que eu precisava escrever um texto que falasse sobre você. Sem muitos detalhes, até por que minha vida não é um livro aberto. E também pra você ficar pensando se é realmente pra você. É, pra te perturbar mesmo. E essa é a parte que me favorece. Mas é pra você e esse é um ótimo passo, acredite. Por que você tem sido o meu primeiro e último pensamento idiota do dia. E o motivo do meu sorriso mais bobo nos últimos meses. E a razão pela qual eu voltei a acreditar em todas as babaquices que dizem por aí. E a esperança ridícula de estar lá, outra vez. Fim.
