Dentre tantos aspectos e empecilhos de realizações, somos peritos em achar culpados. É simples e sórdido dizer que a culpa de algo não ter dado certo é do tempo, da falta de tempo, da chuva, do sol, do frio, do calor, do bem, do mau, da vida, da morte, dele, dela, de Deus, do diabo e bláblábláblá. Eu poderia citar ''trezentos-e-cincoenta'' suspeitos, como já citara Marcos de Castro. É simples. Pronto. Citei. E problema resolvido. Acabou. Acabou?! Mas é claro que não. Todavia, geralmente, não percebemos mas os maiores culpados de nossos fracassos e decepções somos nós mesmos, uma vez que nossa razão já nos avisara bem antes do pior acontecer. Ficar encontrando culpados para as quedas e problemas, não vai resolve-los ou reverte-los. O fato é que, quanto mais nos martirizamos procurando réus do crime ''erro'' mais tempo perdemos e pior rumam nossos caminhos. Por que, então, ao invés de escolhermos o julgamento do dito cujo não existente, não buscarmos encontrar a solução? Esse, obviamente, seria o primeiro passo de entender os ''porquês'' e corrigi-los e deixar os culpados inexistentes ao léu. O importante mesmo, é reconhecermos que na medida em que somos falhos, podemos também ser capazes de recomeçar, sem precisar ficar remoendo quem fez o quê. Seria esse, quem sabe, o segredo...
