Me perguntam muito, repetidas vezes o que eu sou. Me fazem elogios, críticas e tiram conclusões sobre mim. Me julgam ás vezes, também. Mas me perguntam, o que eu sou. E eu me perguntaram: quem eu sou? Eu sou tudo. Diria. Qualquer coisa, também. Entre boas e ruins, repare. Mas contudo, só não sou séria. Sim, tenho meus momentos de seriedade, é claro. Mas só naqueles momentos chatíssimos dos quais não precisamos citar. Eu posso me definir com uma pessoa idiota! Isso mesmo. E com orgulho. Uma pessoa idiota, com momentos sérios, que tal? Mas ser idiota é a melhor coisa do mundo. Um dia eu ouvi ser idiota é rir por rir, rir até quando chorar, é achar graça nas coisas mais patéticas e improváveis. É ser capaz de fazer os outros rirem com as bobagens mais sórdidas, de sorrir todos os dias pelo fato do dia ser dia, de rir da própria desgraça e encontrar soluções nelas. Ser idiota, é ser feliz por ser simplesmente. E descobri, que ser idiota é ser eu. É meu ser mais latente. E, para mim, a definição mais plausível sobre quem sou eu. Porque de nada adianta ser perfeitamente sério e concuminado em regras, e não conseguir encontrar lições nos seus próprios erros, não conseguir sorrir nem retribuir sorrisos, não conseguir viver, simplesmente por estar vivo, não conseguir ser feliz, por fim.
