Nossos caminhos por ali. Aquelas ruas, aqueles lugares, aqui bem guardados no mais recôndito do meu ser. Intactos. Junto com a lembrança da qual não consigo retomar. Estivemos ali. As mãos dadas. O cheiro doce. A música tocando. Era outra época. Era outro lugar. Outras pessoas. Outra vida. Fomos, talvez, amigos de mecenas e vivemos sob custódia do amor, tão-somente. E estivemos ali. E por algum motivo, do qual eu regresso para descobrir, tudo se acabou... Mas não para sempre. Fato esse que nos fez retomar, aqui, hoje, nessa época, nesse lugar, dessa maneira. E me fitou, como ali, não sei como. O que ficou entre as entrelhinhas faz de mim o ser mais cético, e ás vezes o mais crente. Mas contudo, as lembranças daquele lugar me fazem vibrar sempre que me esforço para lembrar. No fundo, tudo que eu sei é que seja onde for e para onde nossas vidas rumem, elas sempre estarão entrelaçadas de alguma forma. E isso, já não somos nós quem escolhemos. Há muito tempo...
