Afasta-me tal agonia. De modo a não me perturbar outra vez. Todo esse peso que me sobrecarrega. Que cai sobre mim como aquele medo. Aquele que eu tinha do escuro. Outrora quando criança. Esse escuro que sempre volta. Me enche de medo como ontem. O escuro agora não está fora. Ah, meu Deus! Olha que coisa. Ele é dentro. Está dentro. Como se faz para iluminar por dentro? Alguém sabe, exatamente? É por que até pra iluminar dá medo. Medo, medo, medo. De acreditar e não ser verdade. De ser verdade e não ter crido. De ir sem volta. De voltar pra não ir. De cair. De chorar. De sofrer. De sorrir. Do escuro.
