E esse tempo todo passou. Parece que foi um ponto final com ar de não sei. Finalmente sinto como se as correntes tivessem sido quebradas (mesmo sabendo que elas jamais serão). De alguma forma eu estava errada. Errada em acreditar nessa perfeição inexistente. Ou nessa existência perfeita. Ou nessa imperfeição quase inexistente e perfeita. E eu estou errada. Por que não é passado. É o agora, isso tudo. Mas eu não sei. Eu novamente caí no meu próprio dilema. Talvez eu seja muito eu. Isso não tem nem um toque de eufemismo, não. Mas é bem isso. Talvez eu não saiba de nada, ainda. Sou tão pequena. E quando coisas chegam ao ápice eu sempre me sinto menor e imatura. Mas no fundo é como se não tivesse de fato ''acabado''. Não dentro de mim. E eu sei disso. Por que onde quer que eu vá e blábláblá... Eu não sei. Mas não acabou. Aliás, ninguém disse que sim. E também que não. Aquilo foi magnetismo, hipnose ou qualquer coisa do tipo. Não sei, também. Mas minhas palavras agora tomam outro rumo e outros sentidos achegam-se para os contextos. Talvez mais preto e branco agora. Todavia saiba que não estou desistindo. Estou apenas entrando naquele velho ditado do ''dar um tempo.'' Eu nunca soube quanto esse ''dar um tempo'' pode realmente durar. Apenas faço força para que dure o tempo necessário á apagar todas as incertezas adjacentes. O tempo que for, para que todos os pontos de interrogações sejam devidamente respondidos. Porque tem me feito mal esse empasse. Eu preciso da certeza. A certeza. Nos textos. No desvaneio. Nos freios. Nos desejos. Nos receios. Nos enterros. É que eu nunca consegui voar. Até você chegar. E aquela coisa toda. Até eu ver que tenho que ir. Também te deixo ir. Se precisar voltar. Enfim. Fim.
